Governo Bolsonaro gastará R$ 29 bilhões da Federação na nova PEC sem comprometer a Petrobras.



O governo do presidente Bolsonaro busca agora medidas para compensar os estados pela suspensão da arrecadação de ICMS sobre o combustível e vai gastar R$ 29 bilhões com a união com a nova PEC, sem afetar os lucros da Petrobras em participação.


O senador Fernando Pizera (MDB-PE), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) do combustível, anunciou na última quarta-feira, (08/06), que o governo Bolsonaro gastará R$ 29 bilhões em compensação aos estados pela suspensão da cobrança de ICMS do combustível nos próximos meses. Além disso, o valor não afetará a participação de outros acionistas da Petrobras e deverá contribuir para a redução dos valores dos combustíveis no mercado nacional nos próximos meses.


R$ 29 bilhões devem ser repassados a estados com nova PEC para compensar suspensão da cobrança do ICMS sobre combustível no Brasil 


Para contornar e compensar os estados em relação à suspensão da arrecadação do ICMS sobre o combustível de 1º de julho a 31 de dezembro, o governo Bolsonaro prepara agora uma estratégia arriscada para o resto do ano. Segundo o senador Fernando Pizzera, que forneceu combustível para Beck, o governo gastará R$ 29 bilhões para compensar as perdas econômicas nos estados nos próximos meses. 


A dependência das suspensões de cobrança de ICMS em combustíveis como gasolina e diesel tem como principal objetivo reduzir os preços dos recursos em território nacional. No entanto, por meio desse grupo, os estados pagam funcionários públicos e utilizam recursos em saúde e educação, por exemplo.


Declaração


Desta forma, o Governo está agora buscando medidas para contornar a situação atual após a suspensão deste grupo e adotará compensação financeira com a recém-submetida Nova Comissão eleitoral presidencial. 


Assim, para que os estados concordem em suspender a cobrança sem qualquer problema, o governo agora prevê uma compensação pelos valores perdidos, e gastará R$ 29 bilhões para garantir isso. No entanto, especialistas e economistas do setor acreditam que essa é uma medida desesperada e não ajudará a baixar os preços dos combustíveis, pois não trata da razão dos aumentos no Brasil: a política de preços da Petrobras.


Especialistas e economistas criticam a decisão do governo Bolsonaro em relação à PEC dos Combustíveis e dizem que a estratégia visa apenas beneficiar a Petrobras.


A nova proposta de compensação financeira de Bolsonaro para estados com valor perdido com a suspensão da cobrança do ICMS visa garantir que os lucros dos acionistas da Petrobras permaneçam intactos. Assim, a empresa teve lucro na arrecadação de combustível em 2021 em cerca de R$ 100 bilhões, e como a participação das ações do governo é de 37%, a Federação recebeu R$ 37 bilhões da estatal. 


Dessa forma, o governo manterá os lucros de outros acionistas e usará as receitas apostadas pela União, mas especialistas do setor e economistas criticam a decisão. Assim, André Roncaglia, economista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destacou o seguinte: "Note a quantidade de emendas e tradição na Constituição para você proteger um pequeno grupo de pessoas, acionistas minoritários da Petrobras. Medidas estão sendo tomadas para tentar compensar os altos preços dos combustíveis porque o Governo não quer tocar as raízes do problema."


Por fim, a senadora Zenaid Maya (Pros-RN), em debate na COMISSÃO DE COMBUSTÍVEL da PEC, disse que o governo está priorizando um grupo de acionistas milionários. A população brasileira sofre com problemas como fome, desemprego e até preços elevados de combustíveis, que o governo afirma querer reduzir por decisão.

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