Ibovespa cai para o menor nível desde 2020 e perde 100 mil pontos no feriado



Ibovespa hoje: O principal índice da B3 voltou do feriado de Corpus Christi na sexta-feira, 17, absorvendo as duras perdas registradas pelo mercado internacional na véspera. O EWZ, o ETF que representa a bolsa brasileira nos Estados Unidos, caiu mais de 4% nesta quinta-feira, 16.


  • Ibovespa: - 4,02%, a 98.670 pontos 

A queda de sexta-feira levou o Ibovespa a perder 100 mil pontos. Esta é a primeira vez que o índice opera abaixo do nível exigido desde novembro de 2020. A zona de 100.000 pontos é um importante apoio dos analistas técnicos, que, se perdidos, poderiam levar o índice a níveis mais baixos.


Declaração


A reação negativa também se reflete no mercado de câmbio, que, assim como a bolsa, fechou na quinta-feira. O dólar, que caiu mais de 2% nesta quarta-feira, 15, abriu forte, atingindo R$5,15 na máxima nesta manhã.


  • DÓLAR: + 2,13%, R$5,135

O tom ligeiramente positivo das bolsas estrangeiras alivia a inflação dos declínios nesta manhã. Os índices dos EUA subiram na sexta-feira, à medida que os investidores procuravam negócios após o S&P 500 e o Nasdaq caírem 4,08%, para 3,25%. As preocupações com a recessão devido às taxas de juros mais altas, que estimularam a queda do dia anterior, permanecem no mercado global, apesar da aparente melhora na sexta-feira,


As taxas de juros para reduzir a inflação já se tornaram um fenômeno global. Depois que o Brasil e os Estados Unidos elevaram as taxas de juros na quarta-feira, na quinta-feira, foi a vez do Reino Unido elevar as taxas de juros pela quinta vez consecutiva e a Suíça registrar seu primeiro nível em 15 anos, contrariando o consenso do mercado sobre a manutenção do nível anterior - 0,75%.


"O declínio generalizado dá o tom do que o mercado estava ontem, com saídas de capital de ativos de baixo risco. Hoje há também um vencimento de opções, gerando maior volatilidade, pois os players defendem os preços financeiros", disse o analista Rafael Bannonko.


Petrobras entra em colapso em meio a pressão do governo


Na bolsa brasileira, as ações da Petrobras estão entre as maiores contribuições negativas para o índice. As ações do Estado caíram mais de 8%, depois de caírem 5% na quinta-feira em Nova York. No radar dos investidores também há pressão sobre o atual presidente da empresa, José Mauro Coelho, para deixar a empresa. Segundo o blog de Andrea Sadie, ao G1, o prefeito, Arthur Lira, exigiu que Mauro Coelho renunciasse "imediatamente". O pedido será apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, de acordo com o Código. 


  • Petrobras (PETR4): - 9,73%


Diante da crescente pressão sobre José Mauro Coelho, o preço do combustível anunciado pela empresa nesta manhã foi reajustado. A Petrobras aumentou o preço do litro da gasolina de R$3,86 para R$4,06 para as distribuidoras e o diesel de R$4,91 para R$5,61 por litro. Uma queda de 4% nos preços do petróleo por meio de taxas de juros mais altas nos EUA aumentou a pressão sobre as ações da companhia e outras companhias petrolíferas na bolsa de valores.


As perdas da Petrobras são ainda mais fortes depois que Arthur Lira falou publicamente sobre o assunto nesta manhã. Mauro Coelho deixará "um legado de destruição para a empresa, para o país e para o povo", disse o prefeito no Twitter.


A declaração é contestada pelos players do mercado, principalmente no que diz respeito à contribuição de Mauro Coelho para a empresa e acionistas.


Declaração


"Reconhecemos que o ajuste reduz a diferença nos preços internacionais, o que é positivo para as finanças da empresa. Mas entendemos que o procedimento foi desenvolvido por líderes que deixam a empresa, impedindo a resolução de disparidades relacionadas para os próximos meses", disseram analistas da Ativa em nota.


Impacto da Petrobras no mercado


O ruído em torno da principal estatal do país tende a aumentar a percepção de risco dos investidores globais em todo o mercado brasileiro, disse Andre Pervito, economista-chefe da Nikton. "Se o Brasil não fosse uma fonte de commodities e juros, e fosse de grande valor para os investidores estrangeiros, o dólar teria subido muito mais hoje", disse.


Perfeito também disse que os recentes movimentos do governo foram "irregulares" em relação à política de preços da Petrobras. "Esse aumento de combustível já era esperado, mas o aumento veio abaixo da paridade internacional."

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