Na quarta-feira, Bolsonaro evitou confrontos com outras forças e focou em fazer o trabalho eleitoral, até mesmo pedindo votos e convencendo outros apoiadores a votar nele. “A vontade do povo estará presente em 2 de outubro. Vamos convencer essas pessoas que pensam diferente de nós, e vamos convencê-las do que é melhor para o nosso Brasil.”
Em outro ponto, Bolsonaro, que atualmente ocupa o segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a “liberdade” do povo brasileiro hoje estava “em jogo”. “Então, para todos no Brasil, traga as ruas. Ainda há tempo. Verde e amarelo, as cores da nossa bandeira. Para celebrar e celebrar a terra em que vivemos, a Terra Prometida.”
Na Espanha, o jornal El Pais informou que “o presidente de extrema-direita pretende aproveitar o bicentenário, reunindo uma multidão de seguidores nas ruas para refutar as pesquisas que o colocaram atrás de Lula e dar impulso final em sua campanha”.
O Washington Post, jornal dos Estados Unidos, observou que o presidente brasileiro “assumiu a tarefa de incentivar o patriotismo brasileiro, e adquiriu as cores verde e amarela nacionais como sua própria cor”.
Para a “CNN”, também dos Estados Unidos, em uma dissertação, 7 de setembro é um feriado nacional apartidário. No entanto, tornou-se um “marco importante” na campanha de Bolsonaro, que repetiu diante das ações que seus apoiadores deveriam estar preparados para “sacrificar suas vidas” naquele dia.
A Reuters disse que o CEO havia “misturado” os desfiles militares do Dia da Independência com suas ações de campanha, citando críticas emanadas de opositores de seu governo, como o candidato Simon Tebet (MDB), que disse no Twitter que o Brasil “não merece o governo que tem”.
Apesar das opiniões da mídia internacional e das críticas de rivais políticos, a avaliação dos membros da cúpula que está interessada na campanha de Bolsonaro é que o presidente se saiu bem em seu discurso. O fato mais famoso foi o tom mais leve do CEO, sem lançar ataques a outros poderes. Isso foi motivo de medo, pois pesquisas internas mostram que Bolsonaro perde votos quando lança ataques ao Judiciário, por exemplo.