Coligação de Bolsonaro questiona vitória de Lula no TSE e Moraes exige apresentação de relatório em 24 horas; Entenda

Imagem: Reprodução/Google



A coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) participou como representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) buscando uma revisão extraordinária dos resultados eleitorais de 2022, alegando que uma suspeita de mau funcionamento de alguns modelos de urnas eletrônicas no segundo turno falsamente concedeu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Em resposta imediata ao abaixo-assinado, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enfatizou que a coalizão presidencial decidiu acrescentar ao pedido inicial para cobrir também os resultados da primeira votação, e que as mesmas urnas eletrônicas foram utilizadas. Se você não fizer isso dentro de 24 horas, você pode enviar uma solicitação para o Bolsonarista.


O caminho da representação da coligação de Bolsonaro no TSE, que é responsável por coibir partidos aliados ao presidente ao também questionar os resultados do primeiro turno e, portanto, decidir se é efetivo que o Legislativo carregue os resultados eleitorais, é um sinal de que não deve ser fácil.


O atual presidente nunca reconheceu formalmente a derrota de Lula, embora tenha aprovado a transição de governo. Retirados no planalto, os delegados assistem a protestos pequenos, mas resilientes, de apoiadores que pedem um golpe militar para bloquear a posse de Lula em janeiro, o que poderia ser estimulado por perguntas formais sobre o TSE.


Modelos de urnas 


De acordo com os representantes da coalizão do presidente derrotado, o modelo pré-2020 teria tido problemas com o funcionamento dos chamados arquivos de log do sistema.


Na pesquisa inquestionável, representa o universo com 40,82% do total, e o resultado mostra a vitória de Bolsonaro com 51,05% dos votos válidos, enquanto Lula ganha 48,95%. Os resultados oficiais da eleição mostraram o PT com 49,10% dos votos válidos contra 50,90% do atual presidente.


A segunda rodada utilizou 472.000 urnas, das quais 192.000 eram os modelos mais recentes, e cerca de 280.000 modelos do ano anterior foram usados entre 2009 e 2015.


O Conselho de Administração de Bolsonaro defende a criação de uma Comissão de Verificação Técnica independente, formada por especialistas que nada têm a ver com partidos políticos ou com a Justiça Eleitoral. Também defende o cancelamento da votação apenas nas urnas.


"No final, serão determinados os votos atribuídos às urnas (modelos EU2009, EU2010, EU2011, EU2013, EU2015) com comprovadas não conformidades irreparáveis de avarias, e as consequências práticas e jurídicas dos resultados da segunda volta em 2022", refere a expressão na página 33.


O chefe de auditoria, Carlos Rocha, disse ainda que o incidente envolvendo urnas eletrônicas anteriores (cinco modelos) em 2020 representou "sinais muito fortes" de que havia um problema com os locais de voto. Ele também apontou que, se a urna fosse desligada e reconectada, haveria eventos que poderiam levar a uma violação do sigilo de voto e expor as informações aos eleitores.


O advogado da chapa, Marcelo Bessa, disse que as discrepâncias não permitem comprovar os resultados ou que as pesquisas não registram os resultados das eleições.


"Isso não quer dizer que a fraude tenha ocorrido, mas é uma possibilidade, e não sei se essas pesquisas são confiáveis o suficiente para provar esse voto", disse ele.


Para Giuseppe Gianino, matemático, consultor de eleições digitais e um dos criadores das urnas eletrônicas no Brasil, os arquivos de log apontados como problemáticos pela auditoria do PL "não têm nada a ver com o núcleo do ecossistema das urnas eletrônicas".


"Não interferimos de forma alguma quando se trata de receber votos, registrar votos e calcular os resultados", disse Janino à Reuters.


Equilibrista

 

Em nota após a divulgação do representante, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, observou que o relatório não expressa a opinião da legenda - a dona das maiores bancadas da Duma e do Senado, eleitas em decorrência do bolsonarismo.


Valdemar argumentou que, para garantir a integridade do processo eleitoral, era necessário analisar o trabalho contratado pelo partido.


Segundo fontes do PL, o líder do partido está agindo para equilibrar o máximo possível diante da pressão da lendária facção bolsonarista. Segundo cálculos, cerca de 99 dos 40 deputados federais eleitos pelo perfil do PL estão alinhados com Bolsonaro.


Segundo fontes, esse grupo é muito barulhento e ativo, mas ainda não se viu como funciona o mundo da política, e a maioria deles vai para seus primeiros mandatos. Valdemar é um dos líderes partidários de maior distância do movimento, tendo sobrevivido a escândalos políticos como Mensarao.


Bolsonaro fez vários ataques às urnas eletrônicas durante a campanha, mas especialistas e TSEs mostraram que as pesquisas são seguras. Ele não participou de entrevistas coletivas e ficou em silêncio desde a derrota.


Desde a introdução das urnas eletrônicas em 1996, não houve registro de fraude eleitoral.


A reivindicação de Bolsonaro provavelmente não irá longe, já que a vitória de Lula foi ratificada pelo TSE e reconhecida pelos principais políticos do Brasil e aliados internacionais, incluindo os Estados Unidos.

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