Transição pode custar ao menos R$ 100 bilhões fora do teto de gastos; Entenda!

Imagem: Reprodução/Google




A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de transição, anunciada pela equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderia ultrapassar o teto de gastos em pelo menos R$ 100 bilhões. Foi o que argumentou Marcelo Castro (MDB-PI), responsável pelo orçamento público anual.


A PEC deverá ser anunciada oficialmente na terça-feira, 8 de Novembro, e o montante de gastos acima do limite já foi definido.


"Cada conta que criamos traz um valor de mais de 100 bilhões de reais, mas pode ser de 160 bilhões de reais, 200 bilhões de reais, e a equipe de transição do governo eleito quer bilhões de dólares fora do teto", disse Castro.


Ele também ressaltou que o trabalho precisa ser feito rapidamente, já que o novo governo entrará em breve em ação.


PEC de transição: E o auxílio Brasil?


Uma das preocupações do novo Governo está relacionada à questão da ajuda brasileira, novamente chamada de Bolsa Família. O valor de 600 reais por família foi temporário e terminou em dezembro e retornou aos R$ 400 originais. No entanto, tanto Lula quanto Jair Bolsonaro prometeram manter R$ 600 em 2023, ao longo da eleição presidencial.


Será inevitável quebrar o teto de gastos para cumprir essa promessa. Para continuar oferecendo o bônus de R$ 600, além do bônus de R$ 600 prometido por Lula a famílias com crianças de até 6 anos, o valor estipulado pela PEC de R$ 70 bilhões deve ser direcionado apenas às famílias beneficiadas pelo programa de transferência de renda.


Esse montante se soma aos 100 bilhões de reais anteriormente reservados para auxílio do ex-presidente Jair Bolsonaro.


A emenda constitucional ainda precisa ser aprovada, mas não há indicação de que a Secretaria de Prestação de Contas da União a deva à PEC. Uma das razões é que a PEC é necessária dada a situação financeira do país.

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