Convidado para posse de Lula, Maduro pode ser barrado por portaria de Bolsonaro; Entenda

Imagem: Reprodução/Google




Um dos líderes mundiais convidados a homenagear o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cerimônia de posse em Brasília, em 1º de janeiro de 2023, pode ser proibido de entrar no Brasil. Isso porque o PT quer convidar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mas a Portaria Interagência nº 7, assinada pelo governo Jair Bolsonaro (PL), rejeita os nomes de mais de 100 venezuelanos em território brasileiro, incluindo Maduro, junto com os então ministros Sergio Moro (Judiciário) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).


Segundo informações do jornal O Globo, a portaria impõe regras para impedir a entrada de altos funcionários do regime venezuelano que, por seus atos, contrariem os princípios e objetivos da Constituição Federal. De acordo com a portaria, eles estão atacando a democracia, a dignidade humana e a prevalência dos direitos humanos.


Ainda assim, o governo interino de Lula convidaria Maduro para a posse. Enquanto isso, fontes próximas a Bolsonaro dizem que o governo não deve ceder. "A lista tem seus alicerces e, para o atual governo, esses fundamentos não mudaram", disseram. O sujeito pode então causar alguma fadiga durante o período de transição.


No entanto, a lista já foi contornada. De acordo com O Globo, Maria Iris Barrera Langell, vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, visitou o Brasil em maio deste ano. Naquela época, ela veio se encontrar com petistas e políticos do PSOL.


Itamarati, que era procurado na época, disse em uma coluna no Mal Gaspar que a visita era contrária à "direção da política externa do Brasil de não manter contato com o regime ilegítimo de Nicolás Maduro". No entanto, disse que as autoridades "não são responsáveis por controlar a entrada de estrangeiros em território brasileiro".

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