Presidente Lula avalia perdoar dívidas de até 24 meses; Quem será beneficiado? Veja como vai funcionar

Imagem: Reprodução/Google





Milhões de brasileiros endividados poderiam receber anistia do Governo Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando a possibilidade de perdoar as dívidas dos cidadãos que se inscreveram para empréstimos salariais do Auxílio Brasil.


A confirmação de que as medidas a este respeito estavam a ser consideradas veio do Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Diaz. "Há propostas de indulto para benfeitores e, com certeza, estes estão endividados", disse.


Essa modalidade, criada no último ano, permite que os beneficiários utilizem os valores pagos pelos programas sociais como garantia para operações de crédito. A taxa de juros é limitada a 3,5% ao mês, e o prazo de pagamento é de até 24 meses.


Portanto, os cidadãos que prometeram os recursos necessários para a sobrevivência por até dois anos são perdoados.


Suspensão dos empréstimos


Em 12 de janeiro, Rita Serrano, presidente da Caixa Econômica Café de Lal, anunciou a suspensão das ofertas das empresas brasileiras de ajuda. Segundo ela, a decisão é motivada por dois fatores.


"Já posso anunciar a vocês que estamos suspendendo o pagamento da ajuda por dois motivos: o primeiro é que o Ministério do Desenvolvimento Social examina o cadastro, o Ministério do Desenvolvimento Social revisa o cadastro, e não sabemos quem vai ficar nesse cadastro, então não é um bom tom para a gente manter", disse.


"E outra razão é que, na realidade, as taxas de juros dessa modalidade comissionada são taxas de juros muito altas, então estamos parando para reavaliar essa questão da taxa de juros e ver a possibilidade de tentar reduzir essas taxas de juros", continuou.


No início deste mês, o Ministério da Justiça e o Ministério da Segurança Pública (MJSP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) receberam um pedido do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para decidir suspender as ofertas em todas as instituições. O documento afirma que a modalidade aumentou a vulnerabilidade das famílias mais pobres.


Caminhos possíveis


Segundo Serrano, a Caixa não tem recursos suficientes para garantir o perdão de dívidas a todas as empreiteiras, mas está aberta à possibilidade de negociações. Nesse sentido, o governo estuda outros caminhos, como os cortes de juros.


A ideia é limitar os juros a 2,2% ao mês, que é o mesmo percentual cobrado no crédito consignado dos segurados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como mencionado, o limite de hoje é de 3,5% ao mês para o público em geral em programas sociais.


Desde outubro do ano passado, quando o crédito foi criado, a Caixa emprestou cerca de 7,64 milhões de reais para famílias que recebem ajuda brasileira. Levando em conta outros bancos que operam a modalidade, ela conta com mais de 9,5 bilhões de reais em empréstimos para mais de 3,5 brasileiros.


O governo federal ainda não deu um golpe nessa questão e continua buscando possíveis saídas para o impasse da ajuda ao Brasil. Até o momento, quem tiver contratado recursos terá que continuar pagando parcelado como de costume.

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