quarta-feira, julho 24, 2024

Decisão do TSE torna o ex-presidente Bolsonaro inelegível novamente; Entenda o que motivou o julgamento

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Nos círculos políticos brasileiros, na última terça-feira (31) assistimos a um placar de 5 a 2 na decisão do Tribunal Superior das Eleições (TSE), que desqualificou dois políticos, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto.

Ambos foram multados em 425,6 mil reais e 212,8 mil reais, respectivamente. A condenação marca mais um passo no caso de Bolsonaro. Ele havia sido declarado inelegível em junho de 2023 por abuso de poder e uso indevido da mídia.

No entanto, a proibição não se soma às penalidades que foram aplicadas até agora, e Bolsonaro está fora do cenário eleitoral até 2030.

Por que Bolsonaro é inelegível?

Bolsonaro e Braga-Netto podem recorrer tanto da Bolsa de Tóquio quanto do Supremo Tribunal Federal (STF) se considerarem que a Constituição brasileira foi violada na Justiça. Os advogados dos dois políticos ainda não entraram com um pedido para esse recurso. As acusações que levaram à suspensão de ambos se referem à disputa eleitoral de 2022.

O PDT e a senadora Soraya Slonicke entraram com uma ação contra Bolsonaro e Braga-Netto, alegando que eles abusaram de seu poder político e econômico e praticaram atos proibidos por agentes públicos nas eleições. Segundo a denúncia, o acampamento de Bolsonaro usou o evento oficial de aniversário, em 7 de setembro de 2022, para obter vantagem na campanha eleitoral.

Durante a votação, o presidente da Bolsa de Tóquio, desembargador Alexandre de Moraes, ressaltou que o ato fraudulento era óbvio e classificou o ato como eleitoral e autoritário. Enquanto isso, o juiz Núñez Márquez votou a favor de apenas aplicar multa a Bolsonaro e absolver Braga Netto.

Outros Processos

A condenação se soma a outras ações enfrentadas pelo ex-presidente Bolsonaro. Em junho de 2023, o TSE havia condenado Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido da mídia. Isso se refere ao ataque de Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral em uma conferência realizada em julho de 2022.

Três ações judiciais foram ajuizadas alegando o uso de residências e palácios oficiais para transmissões eleitorais. É importante ressaltar que, apesar de todas essas ações, a inelegibilidade determinada no caso não se soma à punição inicial.

No entanto, está claro que a defesa de Bolsonaro tem vários desafios para derrubar essas sanções em segunda instância e garantir que Bolsonaro possa voltar à eleição no futuro.