Em encontro com Alckmin, Bolsonaro se compromete com transição de Governo; Confira detalhes

Imagem: Reprodução/Google




O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o vice-presidente eleito Gerald Alkmin (PSB) discutiram a transição federal nesta quinta-feira. Segundo o político vencedor, que também é o coordenador geral do processo, o atual chefe do Executivo disse que trabalharia com a equipe e reafirmou seu "compromisso com a transição".


"Foi positivo, o presidente [Bolsonaro] convidou.Estávamos de saída. Para que ele pudesse ir ao seu escritório lá", disse Alkmin. "E repetimos o que os ministros Ciro Nogueira e Ramos disseram, a disposição do governo federal em fornecer todas as informações, cooperação para que haja uma transição baseada no interesse público", disse o deputado Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Após uma reunião não planejada com Bolsonaro, Alkmin se reuniu com o ministro do TCU (Serviço de Supervisão Federal), Bruno Dantas. Segundo ele, a transição foi acordada "com base na transparência, continuidade do trabalho, planejamento e previsibilidade".


Bloqueio nas estradas


Em sua primeira visita ao Palácio planalto, ele confirmou que o trabalho da equipe selecionada para a mudança de governo começará na próxima semana. Neste fim de semana, Lula aproveita a folga do litoral nordestino com sua esposa Janja.


O vice-presidente eleito fez um discurso para criticar os protestos de rua liderados por manifestantes insatisfeitos com a derrota de Bolsonaro. Segundo ele, os obstáculos minam o "direito de ir e vir".


"O direito de ir e vir é sagrado, você não pode impedir as pessoas de se moverem. Isso é sério. Pode colocar em risco a saúde das pessoas, suprimentos, hospitais, transplantes, vacinas, alimentos e combustível. É uma lesão! Ele declarou.


Em relação aos apelos por "intervenção federal" por parte dos manifestantes pró-golpe, o ex-governador de São Paulo disse apenas que não tinha propósito. "É totalmente sem rumo, então não é intencional que não vale a pena comentar."


Equipe de transição


Além de Alckmin a equipe de transição de Lula é composta por 50 pessoas e está sediada no CCBB (Centro Cultural do Banco Brasil) próximo ao planalto. Apoiadores da campanha do PT passam a fazer parte do grupo.


"Ele (Lula) é o presidente, ele dirige todo o processo. Ele vai ter alguns descansos merecidos, voltar no domingo, e na segunda-feira faremos uma série de reuniões de trabalho para que possamos prosseguir com a transição", acrescentou o novo deputado.


Falando sobre negociações com aliados para a composição do governo, o deputado eleito foi questionado sobre a possibilidade de incluir os partidos de centro e direita. Segundo ele, a possibilidade existe.

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