Lula diz que Bolsonaro humilhou Forças Armadas e pede que se desculpe por questionar urnas; Saiba mais

Imagem: Reprodução/Google




O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva criticou o atual Jair Bolsonaro (PL) por usar os militares nesta quinta-feira, 10 de março. O PT comparou o presidente ao ditador iraquiano Saddam Hussein, dizendo que a "era da baioneta" tinha acabado e pedindo às pessoas que acampassem nas portas dos quartéis para irem para casa.


Ao comentar a pressão de Bolsonaro sobre os militares para questionar a credibilidade do processo eleitoral, o PT disse que o presidente havia "humilhado" a instituição. "Ontem algo humilhante e deplorável aconteceu ao nosso exército, o presidente da República, que é o chefe das Forças Armadas, não tem o direito de envolver as forças armadas na realização de uma comissão para investigar urnas eletrônicas, coisas da sociedade civil, partidos políticos e da Assembleia Nacional", disse Lula ao se reunir com parlamentares em Brasília.


Ele também pediu o fim dos protestos contra os resultados das eleições e convocou os acampados às portas dos quartéis a respeitar os resultados da votação e voltar para casa pacificamente. "Há um movimento bolsonarista que defende a intervenção militar por causa da derrota de Bolsonaro nas eleições, infelizmente há uma minoria de pessoas nas ruas que estão pedindo (intervenção militar). Eles nem sabem o que estão pedindo, mas estão pedindo. Se eu pudesse, eu diria a essas pessoas, "Vá para casa." A democracia é quando uma pessoa ganha, outra perde, uma ri e outra chora. É o mesmo em qualquer esporte, em qualquer política.


O PT também disse que em uma democracia é melhor discutir ideias no parlamento, não em quartéis. "Mesmo com todas as falhas, vamos falar com o Congresso, porque o Brasil era muito pior quando não tinha um Congresso Nacional. É melhor discutir o "Caliente", nervoso com os desentendimentos, do que o profundo silêncio do horror da baioneta, que este país infelizmente experimentou. Na quarta-feira, dia 9, o Ministério da Defesa divulgou um relatório monitorando o processo eleitoral. O texto, ao contrário do que Bolsonaro pregou, não trouxe indícios de fraude na controvérsia. Lula disse que os resultados do relatório foram "humilhantes" e acusou Bolsonaro de se desculpar por envolver os militares no assunto.


"Não sei se o presidente está doente ou não, mas ele é obrigado a vir à televisão e pedir desculpas à sociedade brasileira e pedir desculpas pelo uso das forças armadas, uma instituição séria que garante contra possíveis inimigos estrangeiros do povo brasileiro e humilhado por apresentar um relatório que não diz nada. Absolutamente nada que ele condenou por um longo tempo.


Lula comparou Bolsonaro ao ditador iraquiano Saddam Hussein e reclamou que seus oponentes não ligaram para parabenizá-lo por sua vitória. "Pegue o telefone e me ligue: 'Parabéns pela sua vitória.' E anunciar que o país tem perdedores e vencedores. Ele não tem coragem de fazê-lo ainda. Segundo Lula, Bolsonaro "morreu sem coragem de reconhecer que o Iraque não tinha armas químicas, repetindo as ações de Hussein que "afundaram o país por causa das mentiras que só ele acreditava".


O PT também elogiou a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, que se reuniram ontem. O presidente eleito reclamou dos ataques que Bolsonaro havia realizado em Moraes e outros funcionários do judiciário, dizendo que o presidente havia criado um ambiente em que os magistrados não podiam mais andar tranquilamente.


"É impossível, juízes da Suprema Corte não podem ir a restaurantes ou filmes, eles não podem sair de suas casas. O juiz presidente da corte eleitoral é um homem de coragem fenomenal e comportamento exemplar que é o orgulho de todo o Brasil", disse.


Moraes é filiado ao governo tucano de São Paulo e pertence ao PSDB, partido político comparável ao PT. No entanto, o PT deixou claro que estava satisfeito com suas ações no comando da Justiça Eleitoral. "Não me importa se Alexandre de Moraes é conservador, progressista, de direita ou centrista, o importante é que ele foi muito corajoso e muito comprometido com a lisura e o compromisso de concorrer a essas eleições", disse.

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