Descubra se o Presidente Lula vai perdoar as dívidas do consignado do Auxílio Brasil

Imagem: Reprodução/Google




O empréstimo para beneficiários do auxílio Brasil e do BPC (Benefício Lucro Contínuo), criado por Jair Bolsonaro (PL), está na mira do novo governo. De acordo com informações oficiais, um em cada seis programas aprovados já contratou crédito.


Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou fortemente a novidade, que foi lançada pouco antes das eleições do ano passado. Como a maioria dos especialistas, ele acredita que essa medida pode aumentar a dívida e minar a renda dos mais pobres.


Os beneficiários do programa que solicitaram salários agora estão vivendo em antecipação de informações sobre os próximos passos do governo. Eles querem saber se o presidente realmente cancela a oferta de empréstimo e, se isso acontecer, como é a situação para quem já o contratou.


O Futuro do consignado para Auxílio Brasil


Inicialmente, não há expectativa de perdão de dívidas por parte dos clientes que contrataram crédito. Em outras palavras, os brasileiros que prometessem benefícios teriam que continuar pagando suas dívidas até que fossem totalmente pagas.


De acordo com as regras da modalidade, as pessoas físicas podem utilizar até 40% do valor base da ajuda brasileira ao emprego, que equivale a R$ 160 por mês. Se suspensa ou excluída do programa, a dívida pesa muito sobre qualquer outra renda que possa ter.


"Para essas pessoas, até 40% de seus lucros serão comprometidos [...] Essa medida, claramente eleitora, vai contra as políticas de proteção social e mina interesses futuros", diz relatório apresentado pela equipe de transição de Lula, o Grupo de Tecnologia de Desenvolvimento Social.


"Mesmo que as pessoas que recebem créditos consignados se aposentem como medida de redesenhar, pesquisar ou não conseguir atualizar informações, sua renda familiar ficará comprometida, independentemente de permanecerem em um programa de transferência de renda ou não, o que é proteção social para o futuro, e uma quantidade significativa de renda será transferida dessas famílias para o sistema financeiro", acrescenta.


Redução de danos


A maioria dos bancos do país se recusou a oferecer linhas de crédito, mas a Caixa Econômica Federal disponibiliza a modalidade. No entanto, a nova presidente do banco, Rita Serrano, é contra o empréstimo.


O novo governo federal agora pretende desfazer os "danos" causados pelos salários da ajuda brasileira e já recomendou a suspensão do financiamento. A equipe de Lula também está explorando estratégias para evitar o excesso de endividamento dos estratos mais vulneráveis da população.

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